Engenheiro é exonerado após atropelar e matar motociclista em Teresina

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos, foi exonerado do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) após ser suspeito de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos. A exoneração ocorreu na segunda-feira, dia 16 de março de 2026, e foi assinada pelo governador Rafael Fonteles (PT).

A exoneração foi uma medida tomada após o acidente que ocorreu no domingo, dia 15 de março, na Avenida Frei Serafim, no Centro-Sul de Teresina. Carlos Eduardo, que era servidor comissionado, havia sido designado como assessor técnico da Diretoria de Engenharia do DER apenas dois dias antes do acidente.

O órgão confirmou o vínculo de Carlos e expressou solidariedade à família de Edson Barbosa, além de informar que tomaria as medidas administrativas necessárias. Na segunda-feira, Carlos passou por audiência de custódia, onde a Justiça decidiu manter sua prisão. Ele foi autuado por homicídio qualificado com dolo eventual, caracterizado quando alguém causa a morte de outra pessoa assumindo o risco de matar.

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT) investiga o caso e poderá indiciar o suspeito, apontando indícios de que ele cometeu o crime. O acidente aconteceu no cruzamento entre as avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, onde vídeos de câmeras de segurança mostraram o carro de Carlos atingindo violentamente a traseira da moto de Edson, que estava parada no semáforo.

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A moto foi arrastada até próximo do cruzamento da Frei Serafim com a Rua 19 de Novembro. O corpo de Edson foi lançado para frente após o impacto, caindo próximo a um posto de combustíveis. O delegado Odilo Sena, da Central de Flagrantes de Teresina, informou que Carlos apresentava “sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora”.

A perícia da Polícia Civil encontrou no carro de Carlos uma garrafa de cerveja, uma pequena trouxa de maconha e um isqueiro. Além disso, os peritos notaram que ele não freou antes da colisão, evidenciando a “extrema violência da colisão”, já que a placa da moto ficou presa ao para-choque do carro.

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