O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deflagrou, nesta terça-feira (17), a Operação Sentinela. A ação investiga policiais militares suspeitos de facilitar a saída de 23 colegas do Núcleo Prisional da corporação, ocorrido no dia 27 de fevereiro.
Segundo o MP-AM, a operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. O trabalho é coordenado pela 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial, com apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar.
A Polícia Militar do Amazonas havia prendido em flagrante e afastado os policiais responsáveis pela guarda do Núcleo Prisional após constatar a ausência de custodiados durante uma vistoria de rotina realizada na sexta-feira (27), em Manaus. Durante a inspeção, 23 policiais militares que estavam presos na unidade, localizada no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte da capital, não foram encontrados.
Após a constatação, o Comando da PM determinou a prisão em flagrante e o afastamento dos responsáveis pela guarda. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) foi acionada para apurar o caso e adotar as medidas cabíveis.
Em nota atualizada no sábado (28), a corporação informou que não há policiais foragidos e que a situação foi regularizada ainda na noite de sexta-feira, com todos os custodiados recolhidos ao estabelecimento prisional. Entretanto, a corporação não explicou as circunstâncias da ausência nem detalhou quantos policiais deveriam estar oficialmente presos na unidade no momento da vistoria.
A Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM) informou que enviou três advogados ao local para prestar assessoria jurídica aos policiais associados.


