O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi condenado pela Justiça de São Paulo por abuso de autoridade contra uma subordinada em outubro de 2024. A decisão ocorreu após a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em fevereiro deste ano.
A condenação inclui o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. A Justiça considerou que a colega de trabalho de Geraldo foi alvo de ações repetidas que abusaram de sua posição de autoridade, prejudicando a autoestima e o ambiente profissional da policial.
O documento judicial destaca uma tentativa do tenente-coronel, que na época era major, de transferir a policial de unidade, acusando-a falsamente de extravio de documentos. A Justiça entendeu que as provas apresentadas demonstraram assédio e que a administração pública reconheceu a ausência de falhas no trabalho da autora.
O caso avançou para a fase de pagamento em novembro de 2025. A defesa do tenente-coronel foi contatada, mas não houve retorno até o momento.
Após a morte de sua esposa, Geraldo Leite Rosa Neto pediu afastamento de suas funções na corporação, conforme nota da Secretaria de Segurança Pública. A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça.
Denúncias contra o tenente-coronel, apresentadas pelo advogado da família de Gisele, incluem registros de ameaças e comportamentos agressivos durante seu relacionamento com a ex-esposa. Além disso, uma policial militar também o acusou de assédio em 2012.
De acordo com familiares de Gisele, o relacionamento entre o casal era conturbado e abusivo, com relatos de controle excessivo por parte de Geraldo, incluindo proibições sobre o uso de maquiagem e controle das redes sociais da esposa.


