A Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15) ocorrerá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, entre os dias 23 e 29 de março de 2026. Durante o evento, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar estarão preparadas para atender estrangeiros em inglês e espanhol.
O atendimento será realizado no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOPS) e faz parte do Plano Integrado de Segurança da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS). O objetivo é garantir suporte adequado aos participantes internacionais.
A Polícia Militar capacitou 23 militares para atuar em um núcleo de policiamento turístico, com treinamento para atender visitantes, mediar conflitos e seguir protocolos de segurança em eventos internacionais. A Polícia Civil também contará com equipes bilíngues, que estarão presentes na Blue Zone, área oficial da conferência, e na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat).
O Plano Integrado de Segurança foi elaborado em julho de 2025, com o apoio de órgãos federais, estaduais e municipais. As ações serão monitoradas pelo Gabinete de Ações Integradas, que está instalado no Centro Integrado de Comando e Controle de Mato Grosso do Sul (CICC/MS). O plano inclui patrulhamento aéreo, reforço do policiamento ostensivo e atuação dos batalhões de Choque e Operações Especiais da Polícia Militar, além de reforços em pontos turísticos como Bonito, Jardim, Ponta Porã e Pantanal.
O Corpo de Bombeiros Militar será responsável pela prevenção e combate a incêndios, bem como pelo atendimento pré-hospitalar durante a conferência.
A COP15 é organizada pela ONU e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e deve reunir cerca de 2 mil participantes de mais de 130 países, incluindo autoridades, cientistas e organizações internacionais. O tema da conferência em 2026 é “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, que enfatiza a importância de proteger não apenas os destinos finais das espécies, mas também as rotas migratórias e os locais de parada essenciais para a sobrevivência desses animais.


