O presidente do STF, ministro Edson Fachin, discursou novamente sobre a necessidade de fortalecer a democracia brasileira durante um evento fora do tribunal. O discurso ocorreu no dia 17 de março de 2026, durante uma sessão da Corte Interamericana de Direitos Humanos realizada no Supremo.
Fachin não mencionou as causas que estariam colocando em risco o Estado democrático de direito, mas enfatizou que a conquista democrática no Brasil ‘não é uma dádiva perene’ e deve ser constantemente protegida com ‘vigilância ativa e constante’.
“‘A democracia vicejará desde que, como bons jardineiros, saibamos regá-la. E perecerá se falharmos’, alertou Fachin.”
O ministro também comentou sobre o escândalo bilionário do Banco Master, que envolve os três poderes da República em uma investigação da Polícia Federal sobre pagamentos de propinas a autoridades. As fraudes praticadas pelo banqueiro são estimadas em mais de R$ 50 bilhões.
Fachin destacou que ‘a mensagem é inequívoca: nesta quadra da História, se há uma matéria que reclama o melhor das nossas energias, da nossa inteligência e da nossa sensibilidade, essa matéria é a democracia, condição de possibilidade dos direitos humanos’.
Ele ressaltou que, em todo o mundo, ‘vivemos tempos desafiadores’, onde conquistas antes consideradas seguras mostram suas fragilidades. Fachin reiterou que a democracia não é um dado a-histórico, mas uma construção humana que requer vigilância constante.
“‘Assim é no Brasil, assim é em nossa região, assim é onde quer que a democracia haja sido plantada e se escolha fazê-la prosperar’, concluiu.”


