Motoristas envolvidos em atropelamentos fatais em Teresina podem ser indiciados por homicídio qualificado

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em Teresina, motoristas suspeitos de atropelamentos fatais podem ser indiciados por homicídio doloso qualificado. O delegado Carlos César Camelo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), confirmou a possibilidade após dois acidentes recentes.

No dia 7 de março, o vigilante Luciano de Sousa Carvalho, de 45 anos, foi atropelado na BR-343, em frente ao condomínio Mirante do Lago. Ele estava em uma moto a caminho do trabalho e morreu no local. O suspeito, João Henrique Campelo de Carvalho, se apresentou à polícia dois dias depois do acidente.

No dia 15 de março, o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, foi atropelado e arrastado por mais de 40 metros, resultando em sua morte. Ele deixou uma esposa e duas filhas, de sete e 23 anos. O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, suspeito do atropelamento, foi preso preventivamente e exonerado do cargo que ocupava.

O delegado Carlos César explicou que os investigados podem ser indiciados por homicídio doloso qualificado, com pena de 12 a 30 anos, já que não foi oferecida à vítima nenhuma oportunidade de defesa. Ele mencionou que há precedentes em Teresina para casos semelhantes.

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“Eu acredito que o caso do engenheiro irá seguir esse caminho, bem como o caso do vigilante ocorrido na semana passada, o Luciano Carvalho”, afirmou o delegado.

O engenheiro Carlos Eduardo estava embriagado no momento do acidente. Ele se recusou a realizar o teste de alcoolemia, mas o Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou a presença de álcool em seu organismo. “O indivíduo pode se recusar, é um direito não oferecer provas contra si mesmo. O que a polícia faz é encaminhar ele para o IML para realização de exame clínico e o perito médico legista confirma em laudo, o estado de embriaguez dele”, disse Carlos César.

O engenheiro permanece preso enquanto as investigações continuam.

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