A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar três deputados federais do Partido Liberal (PL) por corrupção passiva em um processo que investiga o suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
O julgamento ocorreu nesta terça-feira, 17 de março de 2026. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o voto do relator, Cristiano Zanin, e se posicionou pela condenação dos parlamentares. Ambos entenderam que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contém elementos suficientes para comprovar a prática do crime.
No entanto, os ministros afastaram a acusação de organização criminosa por falta de provas. Com isso, o placar parcial ficou em 2 a 0 pela condenação dos deputados Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho (PL-MA); Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA); e João Bosco da Costa, o Bosco Costa (PL-SE).
De acordo com a acusação apresentada pelo subprocurador-geral da República Paulo Vasconcelos Jacobina, os parlamentares teriam solicitado pagamento de propina para direcionar recursos de emendas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
Além dos deputados, o voto também prevê a condenação de outros quatro envolvidos no caso, apontados como assessores ou operadores do esquema, todos acusados de corrupção passiva. O réu Thales Andrade Costa foi absolvido da acusação de organização criminosa, uma vez que não havia denúncia por corrupção contra ele.


