O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o fechamento da sala-cofre da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que contém dados da investigação contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão foi tomada para evitar o desgaste causado por vazamentos de mensagens pessoais do dono do Banco Master. Segundo o analista político Matheus Teixeira, parlamentares que tiveram acesso ao local relataram que havia mais intimidade do que provas relevantes para o processo.
A medida de Mendonça surge após críticas ao vazamento de mensagens trocadas entre Vorcaro e sua ex-namorada, Martha Graeff, que geraram questionamentos sobre a condução do processo.
““Havia um risco de um novo vazamento de intimidades tanto de Vorcaro quanto de pessoas ligadas a ele, como familiares. Isso geraria um desgaste e Mendonça quis evitar”,”
afirmou Teixeira.
O analista também destacou que o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, classificou o vazamento anterior como uma “barbárie institucional”, demonstrando preocupação com a exposição desnecessária de conversas íntimas que não contribuem para as investigações.
Na decisão, Mendonça foi enfático ao determinar que o fechamento da sala-cofre fosse realizado “com muita urgência”, evidenciando sua preocupação com possíveis novos vazamentos.
““O ministro indicou que cabe à Polícia Federal fazer o encaminhamento apenas dos dados condizentes com as investigações da CPMI, evitando a exposição de intimidades que possam criar espaço para nulidades processuais”,”
disse Teixeira.


