A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (17) que não deve haver aporte da União nos Correios em 2026, apesar do pedido da companhia. Dweck mencionou que esse aporte pode ser realizado em 2027.
Segundo a ministra, a estatal está estudando uma nova rodada de empréstimo para este ano e destacou que o plano de reestruturação está apresentando resultados positivos. ‘Em relação ao aporte, isso estava previsto inclusive no contrato que foi assinado com os bancos, tinha a previsão de aporte da União. Então, os Correios tinham que pedir mesmo, só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado’, afirmou Dweck.
Ela acrescentou: ‘Provavelmente, o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 2027, mas eles estão vendo, eventualmente, algum complemento de empréstimo.’
O Broadcast já havia mostrado que a estatal pediu à União o aporte. Mesmo que a solicitação seja negada, a avaliação é de que os resultados do plano de recuperação financeira da empresa viabilizam a obtenção de recursos no mercado. Originalmente, a estatal previa a necessidade de obter R$ 20 bilhões para financiar sua reestruturação.
No fim do ano passado, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, em uma operação de crédito com garantia da União. Em fevereiro, o CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou o Tesouro a garantir novas operações de até R$ 8 bilhões.
Fontes que acompanham o tema indicam que o reforço de caixa obtido até agora por meio das medidas de recuperação financeira da empresa sugere que pode haver alguma folga para parcelar a captação desses R$ 8 bilhões, que não precisaria ocorrer integralmente em 2026. A decisão sobre o montante a ser captado este ano será tomada pelo Conselho de Administração da estatal.
Os Correios renegociaram 98,2% de suas dívidas até a última sexta-feira (13), resultando em uma economia de R$ 321 milhões. A companhia também conseguiu parcelar o pagamento de R$ 1 bilhão em tributos e R$ 700 milhões em precatórios, criando espaço no fluxo de caixa.
A estatal planeja aumentar as receitas com leilões de imóveis este ano. A ministra Dweck comemorou os bons resultados do plano de reestruturação, com receitas acima do esperado. ‘A gente está muito feliz que realmente a proposta de restauração está sendo seguida com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa, que seria padrão, está dentro da curva mais positiva’, completou.
Ela concluiu: ‘Então, a gente está muito confiante de que isso é um processo gradual que vai permitir o Correio sair da situação financeira que ele estava no ano passado.’

