O Banco de Brasília (BRB) cancelou a assembleia geral marcada para esta quarta-feira, 18 de março de 2026, devido à insegurança jurídica relacionada à venda de imóveis no valor de R$ 6,6 bilhões. Essa venda é parte dos esforços do banco para se capitalizar após prejuízos com o Master.
A decisão foi comunicada ao mercado, e o BRB afirmou que a postergação da assembleia permitirá um amadurecimento das análises em curso. O banco busca assegurar que qualquer proposta submetida aos acionistas reflita a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, terá que reavaliar o trabalho realizado em fevereiro. Em entrevista, ele destacou que a insegurança jurídica dificultou a confiança dos investidores e que o banco precisará intensificar esforços para obter a capitalização necessária.
No encontro que foi cancelado, o BRB tentaria obter o aval dos atuais investidores para captar até R$ 8,86 bilhões por meio da emissão de 1,67 bilhão de ações ordinárias, que conferem direito a voto.
Além disso, o BRB está conduzindo estudos técnicos para estruturar sua base de capital, incluindo a avaliação econômico-financeira de ativos e alternativas envolvendo fluxos de recebíveis do Distrito Federal, que podem impactar a operação anteriormente submetida à assembleia.
O banco precisa aumentar seu capital social para reenquadrar seu balanço patrimonial dentro dos limites prudenciais estabelecidos pela legislação brasileira. O Banco Central determinou que o BRB reserve R$ 3 bilhões para manter suas operações em segurança.
Para restabelecer seu patrimônio, o BRB também está considerando três mecanismos principais: a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões; a oferta desses imóveis como garantia em um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC); e a venda de ativos do próprio banco, como carteiras de crédito e participações em outras empresas.


