Novo líder supremo do Irã afirma: ‘Não renunciaremos à vingança’

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, declarou que Teerã não renunciará à vingança em uma mensagem divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira (18). Ele afirmou:

“”Dou a todos a certeza de que não renunciaremos à vingança pelo sangue dos seus mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do grandioso líder da Revolução; cada membro da nação que seja martirizado pelo inimigo torna-se, por si só, um caso independente no dossiê da vingança.””

As declarações de Khamenei foram suas primeiras desde que assumiu o cargo, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque dos Estados Unidos e de Israel. Ele afirmou que o Irã “vingará o sangue de seus mártires”, manterá o Estreito de Ormuz fechado e atacará bases americanas.

“”Todas as bases americanas da região devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas”,”

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disse.

Khamenei também se dirigiu aos países vizinhos, enfatizando que, apesar dos ataques retaliatórios, o Irã acredita na “amizade” com eles e que os ataques se limitam a bases militares. Ele afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz é um “instrumento de pressão contra o inimigo”.

O novo líder supremo agradeceu aos “combatentes da Frente de Resistência”, incluindo grupos como o Hezbollah e o Hamas, que se uniram ao Irã em ataques contra os EUA e Israel. Ele os descreveu como os melhores amigos do Irã, afirmando:

“”A Frente de Resistência é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica.””

O pronunciamento ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as forças americanas “derrubaram” a liderança do Irã duas vezes. Trump não deu detalhes, mas a declaração coincidiu com a revelação de que Khamenei havia sido levemente ferido no primeiro dia da guerra.

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Após a notícia de seu ferimento, o governo iraniano garantiu que Khamenei estava “são e salvo”. Fontes indicaram que ele foi ferido nas pernas, o que justificou sua ausência em aparições públicas. A mídia estatal o chamou de “veterano de guerra ferido”.

Considerado linha-dura, Khamenei foi escolhido pelos aiatolás da Assembleia de Especialistas, desafiando a influência de Trump, que desejava um líder que tratasse bem os EUA e Israel. Autoridades iranianas indicaram que seu mandato pode resultar em uma postura mais agressiva no exterior e repressão interna mais rígida.

Na íntegra de seu pronunciamento, Khamenei expressou:

“”Queridos irmãos combatentes! O desejo das massas populares é a continuação de uma defesa eficaz e que cause arrependimento. A ativação dessas frentes ocorrerá caso a situação de guerra persista e levando em consideração os interesses.””

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