Um homem foi sequestrado e torturado na madrugada de terça-feira (17) no bairro Zumbi, Zona Leste de Manaus. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a vítima sendo obrigada a ligar para a mãe durante as agressões.
Segundo a polícia, o crime está ligado à cobrança de dívidas de agiotagem. Três suspeitos foram presos. Câmeras de segurança registraram o sequestro, onde a vítima tenta fugir ao chegar em casa, mas é capturada e colocada à força dentro de um carro.
Os próprios suspeitos gravaram vídeos das agressões. Em um deles, a vítima fala com a mãe sob ameaça:
“”Eram os moleques bagunçando comigo, mas eu já vou chegar em casa. Eu vim só jantar aqui e já vou. Tá bom, mãe?! Se preocupa não””
.
Em outro vídeo, o homem aparece com as mãos amarradas, tentando proteger o rosto. Um dos suspeitos manda outro continuar as agressões:
“”Dá-lhe pra quebrar””
. A vítima também é agredida com chutes e afirma várias vezes que vai pagar a dívida:
“”Eu vou pagar, irmão, eu vou pagar, irmão””
.
Ferido, o homem conseguiu escapar e pedir ajuda. Ele foi atendido no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, na Zona Oeste, e depois transferido para um hospital, recebendo alta ainda na madrugada.
Os suspeitos foram identificados como Alex Neandro Teixeira Lira, Ricardo de Oliveira Medeiros Catão e Ruan Soares Teixeira. Eles foram presos ainda na madrugada de terça (17) após equipes da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) terem acesso às imagens do crime.
Com apoio de sistemas de monitoramento, o carro usado no sequestro foi localizado no bairro Lírio do Vale, Zona Oeste.
“”As equipes localizaram o veículo já no bairro Lírio do Vale. Populares informaram que os suspeitos correram para uma edificação. Fizemos o cerco e a abordagem””
, afirmou a polícia.
No local, os suspeitos foram encontrados e presos. Com eles, a polícia apreendeu um simulacro de arma de fogo do tipo airsoft, um notebook, nove celulares e o veículo usado no crime. De acordo com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o grupo usava violência física e psicológica para pressionar vítimas em cobranças ilegais. O caso foi encaminhado ao 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga o caso, apurando a participação de outros envolvidos.


