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Justiça

Prisão de PM por feminicídio justificada por risco às provas, afirma MPSP

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 13:11
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O risco de interferência na produção de provas foi um dos motivos que levaram à prisão do policial militar Geraldo Leite Neto, indiciado pelo feminicídio de sua companheira, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, e por fraude processual, já que comunicou o caso como suicídio.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a gravidade do caso também foi considerada para justificar a decisão, que atendeu a pedido da Polícia Judiciária Militar.

O tenente-coronel da PM, de 53 anos, foi preso nesta quarta-feira (18), em sua residência, na cidade de São José dos Campos. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. Neto, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio.

A família da vítima contestou essa versão desde o início. A promotoria afasta a possibilidade de que ela tenha tirado a própria vida.

““Há provas da materialidade e indícios consistentes de autoria, sustentados por laudos periciais, depoimentos e registros telemáticos que afastam a hipótese de suicídio e apontam para feminicídio e possível fraude processual”,”

informou, em nota, o MPSP.

Com a anuência do MPSP, o Tribunal de Justiça Militar autorizou a apreensão de celulares, assim como a quebra do sigilo de dados telemáticos e eletrônicos do investigado.

TAGGED:direitos das mulheresDireitos HumanosFeminicídioGeraldo Leite NetoGisele Alves SantanaMinistério Público do Estado de São PauloSão José dos CamposSão PauloTribunal de Justiça Militar
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