Um homem de 55 anos permanece internado em estado grave, porém estável, após sofrer um acidente em um toboágua em um complexo de lazer em São Tomé das Letras, Minas Gerais. Luiz Carlos de Oliveira está no Hospital São Sebastião, em Três Corações, aguardando transferência pelo SUS Fácil para uma unidade de referência, possivelmente em Varginha, devido à necessidade de tratamento para sua lesão.
De acordo com a unidade de saúde, o paciente apresenta luxação cervical e monoparesia braquial esquerda, que compromete a mobilidade de um dos braços. O acidente ocorreu na tarde de sábado, dia 14. Um vídeo registrado no local mostra Luiz Carlos descendo pelo toboágua, seguido por outro homem que caiu sobre ele na piscina, com uma terceira pessoa descendo logo em seguida.
Luiz Carlos de Oliveira Júnior, filho da vítima, afirmou que a família não recebeu o suporte necessário do complexo de lazer após o acidente. Ele relatou: “No início a gente foi atrás de suporte ali na entrada da área da piscina. O que nos foi dado foi água oxigenada e algodão. Fora isso, mais nada. Não teve chamada de emergência nem qualquer alerta dos funcionários.”
O filho também mencionou que a família teve que levar o homem ao hospital por conta própria, apesar de não ser a melhor opção para a situação. “A gente teve que levar ele de carro, o que não era recomendado para a situação. Mas no desespero foi a única solução, já que não houve prestação de socorro”, disse.
Luiz Carlos de Oliveira Júnior também destacou a ausência de monitores ou salva-vidas no local. “Não tinha ninguém lá em cima. Era só eu, ele e depois as outras duas pessoas. Um rapaz ainda ultrapassou a fila porque não havia controle nenhum”, contou.
A família registrou um boletim de ocorrência e está sendo assistida pelo advogado Álvaro Henrique Torres Silva, que aponta falhas graves na conduta do estabelecimento. “Inquestionavelmente ocorreu omissão de socorro. A empresa deve resguardar a segurança dos presentes, conforme o direito do consumidor. Não havia monitor, salva-vidas, área de emergência nem enfermaria, como prevê a legislação federal”, afirmou o advogado.
A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para investigar a possível omissão de socorro e lesão corporal. Os envolvidos serão intimados nos próximos dias. A reportagem tentou contato com o Complexo de Lazer Paraíso Rural, mas não obteve retorno. Segundo a família, o estabelecimento também não respondeu mensagens ou ligações.

