Os astronautas da missão Artemis II concluíram o sobrevoo da Lua e iniciaram, nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, a viagem de retorno à Terra. Durante a missão, eles observaram partes pouco conhecidas do satélite natural.
Os tripulantes da nave Orion – Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen – ficaram cerca de 40 minutos sem contato com a Terra ao passarem por trás da Lua. Nesse momento, puderam ver tanto o ocaso quanto o nascer da Terra. “É maravilhoso escutar novamente a Terra”, afirmou Christina Koch quando a conexão foi restabelecida. “Sempre vamos escolher a Terra. Sempre vamos escolher uns aos outros.”
O presidente Donald Trump parabenizou os astronautas da Artemis II, afirmando que eles fizeram “história”. “São pioneiros modernos, todos vocês”, disse Trump em uma conversa com os tripulantes. “Vocês têm muita coragem para fazer o que estão fazendo. Vocês fizeram história e fizeram com que todos os Estados Unidos se sintam orgulhosos.”
Pouco depois do início da viagem de retorno, que levará cerca de quatro dias, os astronautas observaram um eclipse solar. Na segunda-feira, a equipe da Artemis II bateu o recorde de 400.171 quilômetros de distância da Terra, estabelecido pela missão Apolo 13 na década de 1970. A missão atual superou essa marca, alcançando 406.771 km de distância.
“Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão indo além dessa fronteira”, declarou Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston, sobre um dos feitos de maior destaque da viagem até agora. O astronauta Jeremy Hansen comentou que o momento foi pensado “para desafiar esta geração e a seguinte, para que tenhamos certeza de que este recorde não dure muito tempo”.
Durante o sobrevoo, os tripulantes observaram a Lua de um ponto de vista único em comparação com as missões Apollo, visualizando a superfície completa e circular do satélite, incluindo regiões próximas dos dois polos. Victor Glover descreveu o “terminador”, a fronteira da Lua entre a noite e o dia. “Quem me dera ter um pouco mais de tempo para sentar aqui e descrever o que vejo”, comentou, antes de fazer um relato para os cientistas que o ouviam da Terra.
A tripulação teve um momento de emoção na segunda-feira, quando propôs batizar duas crateras. Uma delas seria em homenagem ao apelido da nave espacial, Integrity, e a outra em homenagem à mulher falecida do comandante da missão, chamada de Carroll. “É um ponto brilhante na Lua”, disse Hansen, com a voz embargada pela emoção. “E gostaríamos de chamá-lo Carroll.” Os astronautas se abraçaram e, no controle da missão em Houston, os funcionários da NASA observaram um momento de silêncio. “Crateras Integrity e Carroll, recebido alto e claro. Obrigado”, disse Gibbons. A NASA informou que apresentará formalmente os nomes propostos à União Astronômica Internacional, responsável por nomear corpos celestes e seus acidentes geográficos.

