O governo federal atualizou a chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo, que lista empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão. A nova atualização inclui 169 nomes, elevando o total para cerca de 613 registros, sendo 102 pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas.
Entre os elencados, está o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. No caso de Batista, ele foi autuado em duas ocasiões registradas em 2024, em Goianápolis (GO). Uma das autuações está relacionada ao Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra ao Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores.
Segundo o Ministério do Trabalho, os novos casos envolvem ocorrências entre 2020 e 2025, em 22 estados, resultando no resgate de 2.247 pessoas. As atividades com maior número de registros incluem trabalho doméstico, criação de bovinos para corte, cultivo de café e construção civil.
Os estados com maior número de empregadores incluídos na lista foram Minas Gerais (35), São Paulo (20), Bahia (17) e Paraíba (17).

