O diretor de assuntos internacionais e de gestão de risco do Banco Central, Paulo Picchetti, defendeu o sistema de pagamentos Pix durante um evento da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 6 de abril de 2026.
Picchetti afirmou: “Quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira”. Sua declaração surge após o governo dos Estados Unidos divulgar um documento que critica o sistema brasileiro, alegando que ele é prejudicial às empresas americanas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre o assunto, defendendo a soberania nacional ao afirmar que “o Pix é do Brasil” e que “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, em evento na Bahia, na última quinta-feira.
O governo dos Estados Unidos argumenta que o Pix apresenta práticas desleais no mercado de pagamentos, afetando a concorrência com multinacionais americanas. O sistema é gratuito tanto para consumidores quanto para lojistas e permite o recebimento instantâneo de valores.
Picchetti, que acumula interinamente a função de diretor de política monetária do BC, participou do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Durante o evento, ele também abordou a evolução de moedas digitais e a agenda do Banco Central sobre o tema.
O sistema Drex é a proposta do BC para a criação de um “real digital”, utilizando tecnologia de blockchain, similar à empregada por criptomoedas como o Bitcoin, mas sob a regulação do Banco Central.

