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Economia

Endividamento das famílias brasileiras atinge 80,4%, novo recorde histórico

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de abril de 2026 15:27
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O percentual de famílias brasileiras endividadas alcançou 80,4% em março de 2026, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O dado foi divulgado nesta terça-feira (7) e representa um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam endividadas. Comparado a março do ano anterior, quando a taxa era de 77,1%, houve um crescimento de 3,3 pontos percentuais.

A CNC alerta que esses números indicam um problema que deve ser tratado com urgência, especialmente devido aos efeitos do conflito no Oriente Médio e ao impacto da alta do petróleo sobre o consumidor.

“”O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final”,”

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informou a entidade em nota.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano em março. Contudo, essa mudança leva mais de seis meses para ter impacto na economia.

A taxa de juros permanece elevada, o que encarece o crédito e pode aumentar o endividamento das famílias.

““A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”,”

afirmou José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

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““A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”,”

completou.

A CNC também destacou que a alta dos preços do diesel e de outros combustíveis tem gerado incertezas sobre a inflação. O aumento nos custos de transporte eleva os preços, que são repassados pelas empresas. Isso resulta em uma redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas.

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