A greve de pilotos e comissários da Lufthansa será mantida até esta quinta-feira, 16 de abril de 2026, impactando diversos voos da companhia aérea, incluindo cancelamentos para São Paulo e Rio de Janeiro.
Na manhã desta terça-feira, 14 de abril, o aeroporto de Frankfurt informou a suspensão do voo LH 500, programado para o Rio de Janeiro, que deveria decolar às 22h15 no horário local. O voo LH 506, com destino a São Paulo, às 22h05, também foi cancelado tanto na terça quanto na quarta-feira.
Além disso, três voos do Brasil para Frankfurt foram anulados na quinta-feira: o LH 50, vindo do Rio, que chegaria às 8h35 na Alemanha, e o LH 507, de São Paulo, com chegada prevista para 10h45 na sexta-feira, 17 de abril. Esses trechos já haviam sofrido alterações e suspensões na segunda-feira, primeiro dia da quarta greve do ano na Lufthansa, que também afetou as operações em Munique.
O aeroporto de Munique, no entanto, não indicou alterações para destinos e partidas do Brasil a partir desta terça-feira. A Lufthansa anunciou que passageiros afetados podem remarcar gratuitamente suas viagens ou solicitar reembolso.
“”Em caso de cancelamento, a Lufthansa irá remarcá-lo gratuitamente e, em regra, automaticamente para outro voo, informando-o pelo seu número de celular”, informou a companhia em seu site.”
A companhia também se disponibilizou a converter passagens de avião em bilhetes de trem da Deutsche Bahn para os passageiros que sofreram cancelamentos e não encontraram alternativas disponíveis. Devido ao grande volume de pessoas afetadas, a Lufthansa aconselha os clientes a utilizar os serviços digitais em caso de emergência.
Mais de 1,1 mil voos foram cancelados em Frankfurt e ao menos 710 em Munique entre segunda e terça-feira. Segundo o sindicato dos pilotos VC, a paralisação impactou mais as operações da Lufthansa, com 84% de cancelamentos, em comparação com a greve anterior, que teve 80% de cancelamentos.
A categoria exige melhorias na pensão e na remuneração dos trabalhadores da Lufthansa. Os comissários de bordo anunciaram greve para quarta e quinta-feira, após já terem interrompido os trabalhos na última sexta-feira.
A Associação Alemã de Aeroportos criticou a paralisação, afirmando que “milhares de voos cancelados levam, em um curto espaço de tempo, a perdas de milhões de euros, com impactos diretos sobre operadores aeroportuários, prestadores de serviços e trabalhadores”.
O diretor de recursos humanos da Lufthansa, Michael Niggemann, alertou os sindicatos contra a continuidade da greve, afirmando que cada dia de paralisação enfraquece a companhia aérea.


