O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta segunda-feira (20) que o governo federal está à disposição de Belém para ‘todas as medidas emergenciais necessárias’ no enfrentamento do que ele descreveu como ‘uma das maiores enchentes da história do município’.
Os Ministérios da Defesa e da Integração e Desenvolvimento Regional foram acionados para dar apoio ao Pará, que registrou intensas chuvas nas últimas 24 horas, causando alagamentos e transtornos na Grande Belém. Moradores de diferentes bairros da Região Metropolitana enfrentaram dificuldades devido à chuva intensa e constante do domingo (19).
As ruas ficaram inundadas e várias casas foram alagadas, resultando na perda de eletrodomésticos, móveis, documentos e itens pessoais por diversas famílias. A prefeitura de Belém decretou estado de emergência, e o prefeito Igor Normando informou que a cidade registrou mais de 150 mm de chuva em quase 24 horas, sendo 100 mm em apenas seis horas, classificando o evento como a ‘maior chuva dos últimos 10 anos’.
O decreto de emergência visa dar mais agilidade no uso de recursos e na contratação de serviços emergenciais. Na capital, o bairro Tapanã teve ruas transformadas em rios. Moradores da área apontaram a falta de manutenção e o assoreamento do canal Mata Fome como fatores agravantes. Outros bairros como Benguí e Curió-Utinga também foram fortemente afetados.
Em Ananindeua, o cercado do parque cultural Maguari foi arrancado pela força da correnteza, e bairros como Maguari, Jiboia Branca e Coqueiro registraram alagamentos, com garagens de condomínios privados inundadas. As prefeituras de Belém e Ananindeua, juntamente com a Defesa Civil estadual, informaram que atuam nos locais e monitoram a situação para levantar os danos e direcionar as ações.
A maré alta prevista também contribuiu para agravar a situação e dificultar o escoamento da água, segundo as autoridades. A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas alagadas e acionar os números 193 ou 199 em caso de emergência.


