A União Europeia aprovou, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de 523 bilhões de reais) para a Ucrânia, além de novas sanções contra a Rússia, focando no setor bancário russo e nas exportações de petróleo.
A aprovação ocorreu após a retirada do veto da Hungria e das objeções da Eslováquia, permitindo que a Comissão Europeia libere a primeira parcela do empréstimo, que foi originalmente adotado em dezembro do ano anterior.
““O impasse foi rompido”, disse a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, no X, antigo Twitter.”
Ela acrescentou: “A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia tem apoio fundamental”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que estava no Chipre para a cúpula da UE, elogiou o avanço e expressou esperança de que os desembolsos iniciais sejam realizados “entre o final de maio e o início de junho”.
A Hungria e a Eslováquia concordaram com a aprovação após a Ucrânia retomar, na quarta-feira, o bombeamento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para a Europa. O oleoduto havia sido danificado em janeiro após um ataque russo, o que interrompeu o fornecimento de petróleo para os dois países.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril, havia acusado a Ucrânia de atrasar os reparos e bloqueava, em retaliação, o empréstimo europeu. A Eslováquia, que é muito dependente do petróleo russo, também havia ameaçado impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia.


