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Comportamento

Mulher relata três experiências de quase morte e visões fora do corpo

Amanda Rocha
Última atualização: 27 de abril de 2026 09:29
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A educadora Josivânia Freitas, moradora da Região Metropolitana do Recife, afirma ter vivido três experiências de quase morte. As duas primeiras ocorreram quando ela tinha 12 e 17 anos, após desmaios relacionados a violência doméstica.

Josivânia descreve: “Eu me vi fora do corpo, como se tivesse saído de mim. É uma espécie de foco de luz. ‘Eu morri?’. Foi a pergunta que eu me fiz naquele processo.” A terceira experiência, a mais marcante, aconteceu durante um parto de alto risco, aos 20 anos.

Durante o parto, ela ouviu médicos discutindo sobre um atestado de óbito enquanto observava a cena de fora do corpo. “Um médico começou a falar que o corpo teria que ser levado, que teria que chamar a família. Ele disse: ‘você vai na sala 8, abre a segunda gaveta e pega os atestados de óbito’. Eu pensava: ‘não, mas eu estou viva, o senhor não está me vendo?’”, relata.

Josivânia também menciona ter ouvido uma voz que a tranquilizou: “Não se preocupe, você vai retornar”. Ao acordar da anestesia, sua primeira reação foi afirmar à equipe médica: “Eu estou viva!”. Ela questionou o anestesista sobre um diálogo que teve enquanto estava inconsciente, e o profissional demonstrou espanto ao perceber que ela descrevia detalhes que não poderia saber.

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Essas experiências têm gerado debates entre pesquisadores. A neurocientista Charlotte Martial e o neurologista Daniel Kondziella afirmam que as sensações durante a quase morte podem ser explicadas por processos cerebrais extremos, onde o cérebro produz uma “tempestade” de neurotransmissores. Outros estudiosos, no entanto, acreditam que relatos com informações verificáveis sugerem algo além da atividade cerebral.

Josivânia, que evitou falar sobre suas experiências por muitos anos, agora se sente em paz para compartilhar sua história. “Passaram-se anos para que eu pudesse falar. Com a idade que eu tenho agora, já não me preocupo mais com o que acham ou pensam. Eu só sei o que eu passei, sei o que vivi. E está tudo certo”, afirma.

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