O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) deve devolver cerca de R$ 200 mil da cota parlamentar usados para alugar SUVs de luxo de uma empresa ligada a seus sobrinhos entre 2024 e 2026.
Entre 2024 e 2026, a Construtora e Locadora JMX, cujos sócios incluem dois sobrinhos do parlamentar, emitiu notas fiscais que somam R$ 203 mil em reembolsos pela locação de veículos como Tiggo 7 e Jeep Commander.
O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou que esse tipo de despesa pode configurar desvio de finalidade da cota parlamentar, pois indica benefício econômico a familiares. Ele apontou “fortes indícios de irregularidade e de ofensa aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade, o que justifica plenamente a atuação do Tribunal de Contas da União”.
Furtado defende não só o ressarcimento, mas também a aplicação de multa proporcional ao valor e a adoção de medidas preventivas na Câmara. Caso haja indícios de crime ou improbidade administrativa, recomendou encaminhar o caso ao Ministério Público Federal.
A Câmara dos Deputados informou ter solicitado explicações ao gabinete do deputado e bloqueado o CNPJ da empresa para novos reembolsos até o fim das apurações.

