O Ibovespa Futuro opera em queda de 0,41% nesta segunda-feira (11), às 9h02, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O cenário externo cauteloso limita o apetite por risco no mercado brasileiro.
O contrato do Ibovespa Futuro para junho caiu para 186.415 pontos, influenciado pela rejeição do presidente dos EUA, Donald Trump, à resposta do Irã a uma proposta norte-americana de negociações de paz. Trump classificou as exigências de Teerã como “totalmente inaceitáveis”, o que elevou os preços do petróleo e as preocupações sobre o fluxo pelo Estreito de Ormuz.
O dólar futuro para junho subiu 0,19%, cotado a R$ 4,924 na B3, enquanto os índices futuros dos Estados Unidos registravam queda, com Dow Jones Futuro recuando 0,18%, S&P Futuro caindo 0,10% e Nasdaq Futuro desvalorizando 0,01%. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com o índice Kospi da Coreia do Sul liderando ganhos em meio à alta do petróleo e tensões geopolíticas.
Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou duas reuniões com ministros, entre eles o da Fazenda, Dario Durigan; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para discutir o cenário econômico e político diante das incertezas internacionais.
Ao longo do dia, o mercado aguarda a divulgação dos balanços trimestrais de empresas como Telefônica Brasil, BTG Pactual, Direcional, Energisa, Hapvida, Itausa, MRV, Natura e Petrobras, que podem influenciar o desempenho da bolsa.

