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Economia

Fim da taxa das blusinhas gera críticas de varejo e indústria por impacto na economia

Gustavo Henrique Lima
Última atualização: 14 de maio de 2026 05:15
Gustavo Henrique Lima
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Tempo: 2 min.
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Entidades do varejo e da indústria criticaram nesta terça-feira (12) a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar a taxa das blusinhas, imposto de 20% sobre produtos importados de até US$ 50. A medida, que passa a valer a partir de quarta-feira (13), é vista como um retrocesso econômico e ameaça empregos no setor nacional.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) afirmou que a decisão “representa um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil”. A entidade alertou para o risco de desindustrialização e fechamento de postos de trabalho, especialmente entre micro e pequenas empresas que produzem e empregam no país.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a extinção da chamada “taxa das blusinhas” concede vantagem a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional e resultará na perda de empregos, principalmente para micro e pequenas empresas.

O programa Remessa Conforme, criado em 2024, estabelecia o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, reduzindo a alíquota anterior de 60%. Com a medida publicada em medida provisória, a partir de quarta-feira (13) essas compras não pagarão mais o imposto, mas continuarão sujeitas à cobrança do ICMS.

Segundo dados da Receita Federal, nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. O debate sobre a taxa ganhou força no governo diante da tentativa de ampliar a popularidade do presidente Lula e melhorar a percepção de renda da população, em meio à pressão sobre o custo de vida.

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