O empresário e advogado Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (15) em uma nova fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
A operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação apura um suposto esquema no setor de combustíveis voltado à ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior. O grupo Refit, que controla a antiga Refinaria de Manguinhos, já foi apontado como um dos maiores devedores de impostos do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões.
Ricardo Magro, que vive há anos em Miami, nos Estados Unidos, é conhecido no setor de combustíveis e já prestou serviços como advogado a políticos, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. O grupo e o empresário negam irregularidades e refutam o rótulo de maior sonegador do país.
A apuração integra investigações no âmbito da ADPF 635/RJ, que trata da política de segurança pública no Rio de Janeiro e de medidas para reduzir a letalidade policial, incluindo possíveis conexões entre organizações criminosas e agentes públicos. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal, que já monitorava movimentações ligadas ao grupo Refit.


