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Leitura: Diretor do BC reforça política de câmbio flutuante e minimiza interferência no dólar
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Economia

Diretor do BC reforça política de câmbio flutuante e minimiza interferência no dólar

Isabela Moraes
Última atualização: 19 de maio de 2026 13:30
Isabela Moraes
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Tempo: 2 min.
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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta terça-feira (19) que o real é uma moeda de câmbio flutuante e que o BC não tem intenção de interferir na formação do preço do dólar, exceto em situações de disfunção no mercado.

Nilton David participou de conferência do Santander por videoconferência e reforçou que a última intervenção do Banco Central no câmbio ocorreu em 2024. Ele explicou que o BC atua para assegurar o bom funcionamento do mercado e não trabalha com uma meta de swaps cambiais.

O diretor reconheceu que o Banco Central pode cometer falhas e gerar ruídos, mas ressaltou que a interferência na formação de preços deve ser minimizada. “A última coisa que queremos é interferir. E mais: não temos a arrogância de achar que conseguimos controlar nível, volume em aberto e volatilidade”, disse Nilton.

Sobre a economia brasileira, Nilton afirmou que o crescimento do país provavelmente voltou à neutralidade neste momento, após sucessivos anos acima das expectativas. Ele explicou que o hiato do produto convergiu para um nível neutro mais lentamente do que o previsto, devido a ondas intensas de estímulos econômicos desde a pandemia.

Nilton também comentou sobre o conflito no Irã, afirmando que não há sinais claros de seu encerramento e que o choque do petróleo deve desacelerar as perspectivas globais para o PIB e elevar a inflação mundial. Ele destacou que o Brasil está em posição mais favorável diante desse choque, pois atualmente não é mais importador líquido de petróleo, o que evita problemas relevantes nas contas externas.

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