A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou nesta quarta-feira (20) que a substância encontrada no sítio do agricultor Sidrônio Moreira, em Tabuleiro do Norte, Ceará, é petróleo cru. O caso abriu caminho para estudos sobre a viabilidade econômica da exploração comercial da área.
A confirmação da ANP ocorreu após testes físico-químicos concluídos em 19 de maio indicarem que o líquido preto e viscoso encontrado no terreno é petróleo. O resultado foi comunicado ao agricultor e à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, que poderá definir medidas ambientais relacionadas.
Sidrônio Moreira perfurou o primeiro poço em novembro de 2024, usando economias da aposentadoria e empréstimo, na tentativa de encontrar água para sua família. Em vez disso, encontrou um líquido semelhante a petróleo. A família abriu um segundo poço, que apresentou o mesmo resultado.
A ANP iniciou processo administrativo para estudar a formação geológica, o tamanho potencial das reservas e a possibilidade de exploração comercial, embora não haja prazo para conclusão. A profundidade da descoberta foi considerada rasa, cerca de 40 metros, e a análise utilizou amostras coletadas pelo Instituto Federal do Ceará.
Segundo o engenheiro químico Adriano Lima, o processo pode levar anos, pois envolve mapeamento técnico, avaliação da qualidade do óleo, tamanho do reservatório, impacto ambiental e custos. A legislação brasileira determina que os recursos minerais do subsolo pertencem à União, com compensações financeiras aos proprietários, que podem variar entre 0,5% e 1% do valor da produção.


