O ex-policial militar Lucas Torrezani foi condenado a 32 anos de prisão nesta quarta-feira (20) pelo homicídio do músico Guilherme Rocha, ocorrido em abril de 2023 em Vitória, Espírito Santo.
O julgamento aconteceu no Fórum Criminal de Vitória, onde o conselho de sentença decidiu pela condenação de Torrezani pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, abuso de autoridade e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena total soma 32 anos, sendo 30 anos de reclusão pelo homicídio e 2 anos de detenção pelo abuso de autoridade, a serem cumpridas separadamente, com início em regime fechado.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Torrezani sacou a arma e atirou contra Guilherme Rocha, que caiu sem receber socorro. A discussão que antecedeu o crime teve origem em reclamações por som alto dentro do condomínio no bairro Jardim Camburi.
O promotor de Justiça Rodrigo Monteiro afirmou que o Ministério Público reuniu um conjunto robusto de provas, incluindo vídeos, depoimentos e laudos, e classificou a motivação do crime como “ridícula” e “inexpressiva”. Ele destacou que o fato de o crime ter sido cometido por um policial militar com arma da corporação agravou a situação.
Lucas Torrezani foi preso logo após o crime e inicialmente ficou detido no presídio da Polícia Militar em Vitória. Após ser expulso da corporação em dezembro de 2024, foi transferido para a Penitenciária de Segurança Média 1, em Viana. A defesa já recorreu da decisão do júri, alegando erros em alguns pontos do julgamento.


