O Foro dos Vice-Ministros e Altas Autoridades da Cultura da Ibero-América se reúne no Rio de Janeiro durante o Rio2C 2026, entre 26 e 31 de maio, para discutir políticas públicas e cooperação na economia criativa.
A indústria criativa representa 3,5% do PIB brasileiro e emprega cerca de 7 milhões de trabalhadores. O Foro Ibero-americano, que reúne 17 países e Cabo Verde como membro associado, promove debates, painéis e assinaturas de acordos para fortalecer a cooperação regional.
Serão firmados convênios com El Salvador para criar o primeiro Mercado de Indústrias Culturais e Criativas da América Central e com a Bolívia para assistência técnica no desenvolvimento do Plano Nacional de Cultura. Também será anunciada uma convocatória para assistências técnicas para o desenvolvimento dos Estatutos da Pessoa Artista e Trabalhadora da Cultura, que visam garantir direitos trabalhistas e previdenciários.
Raphael Callou, diretor-geral de Cultura da OEI, afirmou: “Isso tem um impacto enorme para quem trabalha na cultura, um setor altamente precarizado, por conta das relações de trabalho e por questões associadas ao tema previdenciário”.
A Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, ligada ao Ministério da Cultura, oferece cursos e pós-graduação online, com mais de 65 mil concluintes, e destinará mil vagas para países membros do Programa Ibero-Americano de Indústrias Culturais e Criativas. Márcio Tavares, secretário-executivo do MinC e presidente do Foro, destacou que “a economia criativa é um dos eixos de futuro de qualquer projeto de desenvolvimento” e que o setor deve ocupar cerca de 10% do espaço econômico global até 2030.


