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Leitura: Bioeconomia movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará
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Economia

Bioeconomia movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de maio de 2026 10:59
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um levantamento coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas mostra que a bioeconomia da sociobiodiversidade gera R$ 13,5 bilhões anuais no Pará, emprega mais de 271 mil pessoas e enfrenta desafios como informalidade e mudanças climáticas.

O estudo, realizado em parceria com universidades federais do Pará, utilizou metodologias da ONU e do IBGE para mapear o impacto econômico das cadeias produtivas ligadas à floresta e às comunidades amazônicas. Entre os principais segmentos estão a mandioca, com R$ 6,5 bilhões em produção anual, pesca e aquicultura (R$ 2,7 bilhões), cacau (R$ 1,7 bilhão) e açaí (R$ 1,5 bilhão).

O setor emprega mais de 271 mil pessoas e gera cerca de R$ 1,4 bilhão em massa salarial. Cada R$ 1 investido na bioeconomia gera R$ 1,13 no PIB estadual, chegando a R$ 1,40 na comercialização. O presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas, Marcel Botelho, afirmou que o estudo representa uma mudança estratégica para o desenvolvimento amazônico.

O levantamento também revelou que a produção real de cumaru é maior que a oficial, com 267 toneladas e R$ 24,4 milhões movimentados, e que o produto ganha até 330% de valor após a industrialização, processo que ocorre em grande parte fora do Pará. A informalidade elevada e a distribuição desigual da renda são desafios apontados, assim como os impactos das secas e queimadas em municípios paraenses.

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A diretora da fundação, Atyliana Dias, destacou que o setor já é relevante economicamente, mas precisa avançar na redistribuição de renda, fortalecimento social e proteção territorial para enfrentar a crise climática e consolidar um modelo sustentável de desenvolvimento.

TAGGED:Amazôniabioeconomiadesenvolvimento sustentáveleconomia-regionalinovaçãoParáprodução ruralsociobiodiversidade
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