A advogada Deolane Bezerra processou o Itaú após o banco barrar o saque de R$ 1 milhão em espécie em 24 de novembro de 2023. A irmã dela, também advogada, tentou realizar o saque em agência do banco, mas foi impedida por suspeita de lavagem de dinheiro.
O Itaú ofereceu a alternativa de transferência eletrônica para rastrear o recurso, mas a proposta foi recusada. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o banco deu prazo até 14 de janeiro para que Deolane e familiares encerrassem as contas na instituição.
Deolane foi presa em 21 de maio de 2026 em Barueri durante operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a advogada e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa afirma a inocência dela e classifica a prisão como desproporcional.
A investigação teve início em 2019 após apreensão de bilhetes em penitenciária que mencionavam uma mulher ligada à facção. A Justiça determinou bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane e bloqueio total de R$ 357,5 milhões entre os investigados. A polícia identificou depósitos fracionados e repasses para empresas da advogada sem comprovação de serviços advocatícios.


