Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta sexta-feira (22) o bloqueio de R$ 22,1 bilhões nos gastos do governo federal, elevando o total para R$ 23,7 bilhões com recursos já congelados. O ajuste ocorre devido ao aumento de R$ 14,1 bilhões no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e R$ 11 bilhões na Previdência Social.
O bloqueio de recursos visa adequar as despesas ao limite estabelecido para o Orçamento, reduzindo gastos discricionários como investimentos. O governo ainda não detalhou as áreas afetadas, mas informou que divulgará essa informação no fim do mês.
A meta fiscal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões, com banda de tolerância até zero. A projeção atual indica resultado positivo de R$ 3,5 bilhões após deduções que não impactam a meta.
A arrecadação federal nos quatro primeiros meses de 2026 atingiu R$ 735 bilhões, recorde histórico, impulsionada pelo aumento de 264% na receita com petróleo e gás natural, que saltou de R$ 11 bilhões para R$ 40,2 bilhões.
Especialistas apontam que as despesas com benefícios previdenciários e assistenciais estão subestimadas, o que pode exigir novos cortes. A fila do INSS caiu de 3,1 milhões em fevereiro para 2,3 milhões em maio, com meta de zerar os pedidos pendentes.


