A Justiça da Itália negou nesta sexta-feira (22) o pedido de extradição da ex-deputada ao Brasil e determinou sua libertação, segundo o advogado da defesa. A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Cassações da Itália, que anulou decisão anterior favorável à extradição solicitada pelo Supremo Tribunal Federal.
A Suprema Corte de Cassações da Itália, instância máxima do Judiciário italiano, rejeitou o recurso da defesa contra a extradição da ex-deputada, que havia sido autorizada pela Corte de Apelações da Itália em dezembro, a pedido do Supremo Tribunal Federal brasileiro.
A ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fugiu para a Itália após a condenação. Em dezembro, o STF cassou seu mandato e ela renunciou três dias depois.
Um dos principais argumentos para a rejeição da extradição foi a análise da cidadania italiana da ex-deputada. A Justiça italiana considerou que a nacionalidade tem caráter formal e que ela não possui vínculo social, territorial ou cultural efetivo com a Itália. A sentença destacou que a dupla cidadania fortalece o vínculo jurídico com o Brasil, incentivando a extradição.


