O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que luta diariamente para reduzir o preço da gasolina e evitar impactos da crise internacional no bolso dos brasileiros. Ele relacionou a pressão sobre os combustíveis à escalada do conflito no Oriente Médio e disse que o governo estuda novas medidas para conter reajustes.
Lula declarou que o governo convocou reuniões logo após o agravamento da crise no Oriente Médio para discutir alternativas que evitem aumento nos postos. Ele acompanha pessoalmente os preços do diesel, da gasolina e do etanol, e conversou com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sobre o valor do etanol no Rio de Janeiro.
O presidente afirmou que pretende intensificar a fiscalização sobre os preços dos combustíveis, com a Polícia Federal e a Agência Nacional do Petróleo ampliando ações para investigar aumentos considerados abusivos. “Nós não temos por que aumentar o preço”, declarou.
Em março, o governo federal zerou PIS/Cofins sobre o diesel, criou subsídio temporário e instituiu uma taxa de 12% sobre exportações de petróleo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio. A arrecadação será usada para compensar reajustes e reduzir impactos para caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo.
Lula também afirmou que negociou com governadores medidas envolvendo o ICMS dos combustíveis e discutiu compensações financeiras aos Estados para reduzir a tributação. Desde 2023, a Petrobras abandonou a política de paridade internacional e promove cortes sucessivos no diesel vendido às distribuidoras. O governo ampliou a mistura obrigatória de biodiesel e etanol para reduzir dependência externa.
O presidente criticou a privatização da antiga BR Distribuidora, atual Vibra Energia, por diminuir a capacidade de intervenção do governo no setor. Ele também criticou distribuidoras e órgãos reguladores por manterem preços elevados sem justificativa ligada a custos internacionais.


