Cozinhar pelo menos uma vez por semana diminui em até 30% o risco de demência em idosos, segundo estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health. O efeito é maior entre iniciantes na cozinha, que apresentam redução de até 70% no risco.
A pesquisa utilizou dados do Japan Gerontological Evaluation Study, com 10.987 idosos de 65 anos ou mais acompanhados por seis anos. Os casos de demência foram identificados pelo sistema público de Seguro de Cuidados de Longa Duração do Japão.
Segundo os autores, cozinhar envolve planejamento, memória, organização e atividade física leve, estimulando múltiplas redes cerebrais. A presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Isabela Oliveira Azevedo Trindade, afirmou que cozinhar é um “pacote cognitivo completo”.
A neurologista Liz Rebouças, da UPA Vila Santa Catarina, destacou que atividades cognitivamente desafiadoras aumentam a reserva cognitiva e retardam sintomas de neurodegeneração. Além disso, a dimensão social da culinária contribui para a proteção contra a demência.


