O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras com incentivos fiscais e energia até 60% mais barata, permitindo lucro 150% maior que no Brasil, segundo especialistas.
O Paraguai tem atraído empresas brasileiras principalmente pela Lei de Maquila, que reduz impostos para companhias voltadas à exportação. Sob esse regime, fábricas pagam impostos e encargos trabalhistas totais de 12%, enquanto no Brasil a carga pode chegar a 80% em alguns setores.
Além da carga tributária menor, a energia para indústrias no Paraguai é até 60% mais barata, beneficiada pelo acesso à energia excedente da usina de Itaipu e pela política de tarifas competitivas. Em 2025, consumidores paraguaios pagaram 50% menos pela energia gerada por Itaipu.
O sistema tributário paraguaio é mais simples e tem menor custo de compliance, segundo a professora Tatiana Migiyama, da Fipecafi. Empresas no Paraguai pagam 1% sobre o valor agregado e têm isenção de imposto de renda sobre dividendos e importação de matéria-prima, enquanto no Brasil há cobrança de IR, ICMS, IPI e Pis/Cofins.
Empresários brasileiros, como um fabricante de esquadrias de alumínio de São Bento do Sul (SC), aproveitam o modelo para importar insumos mais baratos e exportar para o Brasil, ampliando a competitividade.


