O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo denunciou que influenciadora presa recebeu cama diferenciada e chuveiro quente na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital, na última sexta-feira (22). A Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que a alocação seguiu determinação judicial, reconhecendo o registro ativo da custodiada como advogada.
A influenciadora digital ficou 14 horas na Penitenciária Feminina de Santana, onde teria recebido tratamento diferenciado, incluindo cama com estrutura de ferro e chuveiro elétrico exclusivo, segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal). A denúncia foi encaminhada à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para apuração.
A SAP informou que a custodiada foi alocada conforme determinação judicial, que reconheceu seu registro ativo como advogada. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) explicou que advogados presos preventivamente têm direito a prerrogativas profissionais previstas em lei, como ficar separados dos presos comuns, o que não configura privilégio.
A influenciadora foi presa na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Penitenciária Feminina de Santana enfrenta superlotação, com 2.822 detentas para 2.686 vagas. Após a transferência, ela ocupa uma cela de 9 metros quadrados na unidade de Tupi Paulista, compartilhada com outra advogada.


