O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado (22) que o senador Flávio Bolsonaro comandava os hospitais federais do Rio de Janeiro durante o governo anterior. Segundo ele, o senador decidia indicações, diretores e contratos das unidades de saúde.
Padilha declarou que o senador, a quem chamou de “poderoso chefão”, controlava os hospitais e institutos federais no Rio de Janeiro na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro afirmou que o senador escolhia quem ocuparia cargos e com quem os hospitais fechavam contratos.
O ministro também acusou o senador de entregar o Hospital Federal de Cardoso Fontes para milícia e de fechar UTIs durante a pandemia de covid-19. Padilha criticou a atitude, afirmando que isso prejudicou o atendimento a crianças e adultos.
Além disso, Padilha afirmou que o ex-presidente fazia chacota de pessoas com covid-19, referindo-se a vídeo em que Bolsonaro imita uma pessoa com falta de ar. A assessoria do senador não respondeu ao pedido de manifestação até a publicação.


