A família do fundador do Banco Master sondou o advogado criminalista Daniel Bialski para assumir a defesa no processo no Supremo Tribunal Federal (STF). A mudança ocorre após a saída do defensor anterior, que perdeu acesso ao relator do caso, ministro André Mendonça.
Daniel Bialski foi procurado devido à sua facilidade de contato com o ministro André Mendonça, relator do processo no STF. O defensor anterior, José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, não era mais recebido pelo ministro.
A destituição de Juca ocorreu dias depois da Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada do fundador do Banco Master. A corporação avaliou que ele omitiu informações relevantes.
No início do mês, a defesa apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República um documento no qual o cliente se compromete a devolver R$ 40 bilhões aos cofres públicos, parcelados em dez anos. O Supremo considerou o prazo muito extenso, o que compromete a eficácia da recuperação dos ativos.
A estratégia anterior da defesa buscava ganhar tempo para tentar reverter o processo por meio de nulidades processuais ao longo dos próximos meses ou anos.


