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Política

Câmara discute fim da escala 6×1 com relatório previsto para 25 de maio

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de maio de 2026 09:46
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A comissão especial da Câmara deve apresentar nesta segunda-feira (25) o relatório sobre o fim da escala 6×1. O principal ponto em debate é o período de transição, com proposta de três a quatro anos para adaptação. O governo rejeita auxílio fiscal a empresas, enquanto a oposição propõe benefícios.

O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) lidera a elaboração do relatório final sobre a redução da escala 6×1, que deve ser apresentado em 25 de maio. O período de transição para a nova jornada de trabalho é o principal ponto de disputa entre governo e oposição, com expectativa de acordo entre três e quatro anos, reduzindo uma hora semanalmente.

Empresários, representados pela Fecomércio, estimam custo de até R$ 160 bilhões com a mudança e pedem auxílio fiscal e isenções, que o governo rejeita. O Palácio do Planalto sustenta que compensações não são necessárias, citando nota técnica do Ipea que indica capacidade do mercado para absorver a medida.

Ambos os lados defendem o fortalecimento das convenções coletivas, mas divergem quanto ao uso dessas negociações para flexibilizar a jornada e os dias de descanso. O relator destaca a importância de definir os dias de folga por setor, diferente da regra atual que prioriza o domingo.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para fechar acordos e pretende votar o texto no plenário em 28 de maio.

TAGGED:Câmara dos Deputadosdireitos trabalhistasescala 6x1governo-e-oposiçãojornada de trabalholegislacao-trabalhistanegociações-coletivastransição-trabalhista
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