O conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro, ameaça os planos dos países do Golfo de se tornarem centros globais de inteligência artificial, afetando segurança energética, infraestrutura e confiança dos investidores.
Antes da guerra, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar disputavam a liderança no setor de IA, aproveitando energia barata e localização estratégica para atrair grandes data centers. No entanto, ataques a dois data centers da Amazon nos Emirados e o fechamento do Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo para cerca de US$ 100 por barril, aumentando a volatilidade e os custos de energia na região.
Investidores e empresas mantêm otimismo, mas decisões de investimento em projetos de data centers foram suspensas ou atrasadas devido ao conflito. Especialistas alertam para a necessidade de reforço físico das instalações e diversificação geográfica para mitigar riscos crescentes, incluindo ataques com drones.
Os fundos soberanos dos países do Golfo continuam investindo bilhões em IA e infraestrutura de dados, com empresas como Amazon, Microsoft e Google ampliando projetos. Ainda assim, o conflito alterou a percepção de estabilidade, elevando custos e prazos para implantação de infraestrutura crítica.


