O governo do México anunciou que buscará responsabilização criminal nos Estados Unidos por casos de morte de imigrantes mexicanos durante operações de deportação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). A medida ocorre após pelo menos 17 cidadãos mexicanos morrerem sob custódia do órgão federal desde o retorno do presidente americano ao cargo no ano passado.
O chanceler mexicano, Roberto Velasco, informou que o governo pretende deixar de atuar apenas pela via diplomática. Ele declarou que o México recorrerá diretamente aos promotores nos EUA. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou ainda que encaminhará um pedido às empresas privadas que administram os centros de detenção, solicitando o respeito aos direitos humanos dos cidadãos mexicanos.
O caso mais recente envolveu a morte de um cidadão mexicano de 52 anos, ocorrida em Houston, Texas. Segundo o governo americano, o agente do ICE disparou em “legítima defesa” após o imigrante tentar escapar da prisão e usar seu veículo contra o agente. A deputada federal americana, Sylvia Garcia, pediu investigação sobre a atuação do ICE, questionando a versão apresentada pelo órgão de imigração.
As declarações ocorrem em um momento de aumento das tensões diplomáticas entre os países. O Ministério das Relações Exteriores mexicano buscará apoio de procuradores federais mexicanos e solicitará ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, que pressione pela proteção dos mexicanos detidos.

