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Política

Fundo eleitoral dificulta renovação política no Brasil, avalia especialista

Carla Fernandes
Última atualização: 25 de maio de 2026 05:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O cientista político Cristiano Noronha afirmou nesta segunda-feira (25) que o fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões e as regras eleitorais brasileiras favorecem a reeleição e dificultam a renovação política. Segundo ele, o sistema mantém grupos já estabelecidos no poder e contribui para o aumento da abstenção eleitoral.

Noronha, vice-presidente da Arko Advice, explicou que o eleitorado brasileiro demonstra desencanto diante da percepção de que seus problemas não são efetivamente enfrentados. “As pessoas querem renovação, mas se sentem frustradas. Sentem que o problema delas não é endereçado”, disse.

O especialista destacou que as regras eleitorais favorecem a reeleição, especialmente no Executivo, onde presidentes da República historicamente elevam sua popularidade em anos eleitorais por meio do aumento de gastos públicos. “Se você olhar historicamente, o presidente da República melhorou consideravelmente seus índices de popularidade. Por quê? Porque gastou muito dinheiro”, afirmou.

Noronha criticou o modelo de financiamento público de campanhas, adotado após a proibição do financiamento empresarial. Segundo ele, a mudança criou barreiras para o surgimento de novos partidos e candidaturas competitivas, pois partidos recém-criados não têm acesso imediato ao fundo eleitoral, atualmente de R$ 4,9 bilhões.

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O cientista político concluiu que o sistema político brasileiro cria mecanismos de autopreservação que dificultam mudanças estruturais e renovação. “Não é um sistema que permite renovação, que abre possibilidade de oxigenar. É um sistema que vai criando mecanismos de defesa”, afirmou.

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