O Banco Central afirmou nesta segunda-feira (25) que a crise do grupo Master não causou contágio no setor bancário, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025. Clientes ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito direcionaram recursos para instituições financeiras de maior porte, mantendo a estabilidade do sistema.
O Banco Central destacou que não houve impacto relevante nas taxas dos ativos protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e que as instituições financeiras mantiveram amplo acesso ao mercado de captações, reforçando a confiança dos depositantes no Sistema Financeiro Nacional.
Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro, o FGC pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Banco Master, Banco Master de Investimento e Letsbank, valor próximo ao estimado de R$ 40,4 bilhões. Mais da metade desse montante foi aplicada em títulos emitidos por instituições financeiras, especialmente pelos seis maiores bancos do país.
A liquidez do FGC caiu de R$ 114,1 bilhões no fim de 2024 para R$ 66,8 bilhões em janeiro de 2026, mas os associados aprovaram a recomposição para cerca de R$ 111,2 bilhões. O Banco Central afirmou que a liquidez estimada para março de 2026 mantém o fundo capaz de cobrir as instituições associadas, individualmente ou em conjunto, em níveis semelhantes aos anteriores à crise.


