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Cultura

Rio desloca mercado de escravos para região portuária do Valongo

Carla Fernandes
Última atualização: 25 de maio de 2026 11:15
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O mercado de escravos do Rio de Janeiro foi transferido da Rua Direita para o Valongo entre 1758 e 1831 por preocupações sanitárias e pela expansão urbana, segundo pesquisa da Universidade Federal Fluminense.

O historiador Cláudio de Paula Honorato, em sua dissertação na Universidade Federal Fluminense, detalha como o crescimento urbano do Rio e as preocupações sanitárias levaram à mudança do maior mercado de escravos do Brasil para a região portuária do Valongo.

O Senado da Câmara, com apoio de médicos e agentes de saúde pública, justificou a transferência para preservar o centro urbano do contágio de doenças e epidemias, afastando navios negreiros, africanos doentes e cadáveres da área nobre da cidade.

O Valongo tornou-se o principal ponto de desembarque e venda de africanos recém-chegados, estruturando economicamente a região com armadores, comerciantes e trabalhadores ligados ao tráfico. A administração buscava controlar o sistema por meio de quarentenas, inspeções médicas e vacinação, visando evitar epidemias que prejudicariam a população e a economia.

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A pesquisa também destaca o Cemitério dos Pretos Novos, onde eram enterrados os africanos que morriam logo após a chegada, vítimas das condições da travessia e do mercado. O estudo conclui que o Valongo foi parte central da formação urbana e econômica do Rio de Janeiro, integrando escravidão e modernização.

TAGGED:escravidao-no-brasilhistoria-do-brasilpatrimônio históricoRio de Janeirosaúde públicatrafico-atlanticourbanizaçãovalongo
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