Em 2012, integrantes do grupo Pussy Riot foram presas na Rússia após protesto contra o governo. A detenção sinalizou o avanço do autoritarismo baseado em misoginia e valores patriarcais, segundo análise.
O grupo Pussy Riot realizou um protesto em 2012 com a música Punk Prayer (Virgin Mary Banish Putin), que resultou na prisão de duas integrantes por dois anos em colônia penal. Elas foram liberadas antes do previsto para melhorar a imagem da Rússia antes das Olimpíadas de Sochi em 2014.
A detenção não foi reação de um governo democrático sensível, mas indicou uma mudança para um autoritarismo agressivo fundamentado em valores misóginos e patriarcais, apoiados no nacionalismo cristão. No julgamento, um advogado afirmou que “feminismo é um pecado mortal” e uma das integrantes foi criticada por ser mãe durante a prisão.

