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Leitura: Indústria da cachaça alerta para distorções no Imposto Seletivo
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Economia

Indústria da cachaça alerta para distorções no Imposto Seletivo

Carla Fernandes
Última atualização: 25 de maio de 2026 14:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Representantes da indústria da cachaça lançam manifesto nesta segunda-feira (25) para alertar sobre distorções no Imposto Seletivo, que deve entrar em vigor em 2027. O documento, assinado por 17 entidades, defende critérios técnicos, simplicidade e segurança jurídica na regulamentação das alíquotas.

O Imposto Seletivo, criado pela reforma tributária, precisa ter suas alíquotas regulamentadas ainda em 2026 para vigorar no próximo ano. Além das bebidas alcoólicas, o imposto incidirá sobre cigarros, veículos poluentes e apostas.

O manifesto apela ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional para que o imposto preserve simplicidade, segurança jurídica e coerência com a finalidade regulatória e de saúde pública. O setor defende a proposta original que combina uma parcela fixa baseada no álcool puro com uma parte proporcional ao valor do produto.

Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), as mudanças aprovadas pelo Congresso que permitem alíquotas diferenciadas por categoria e progressivas conforme o teor alcoólico podem gerar dupla tributação e distorções. O presidente do IBRAC, Carlos Lima, afirma que isso penaliza algumas categorias e beneficia outras.

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O manifesto alerta que múltiplas alíquotas podem aumentar a complexidade, gerar disputas judiciais e dificultar a fiscalização. A entidade também manifesta preocupação com os impactos sobre pequenos produtores, que podem ser tributados de forma desigual em relação a outras bebidas.

Carlos Lima destaca que, se o objetivo do imposto é reduzir o consumo nocivo de álcool, a regulamentação deve seguir critérios técnicos e equilibrados entre as diferentes bebidas.

TAGGED:Bebidas AlcoólicasibraçImposto Seletivoindústria-da-cachaçamanifestoReforma Tributáriasetor produtivotributação
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