A Prefeitura de Goiânia reuniu órgãos públicos e entidades nesta segunda-feira (25) para estruturar a Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, visando acelerar o atendimento e ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica.
A rede integrada envolve segurança pública, assistência social, saúde, Ministério Público e organizações da sociedade civil, com o objetivo de definir fluxos de atendimento e fortalecer ações preventivas, segundo a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Eerizânia de Freitas.
O prefeito Sandro Mabel destacou que a Guarda Civil Metropolitana acompanha cerca de 1,7 mil mulheres com medidas protetivas em Goiânia, sendo aproximadamente 890 com botão do pânico. Ele também anunciou a preparação da quarta licitação para a obra da Casa da Mulher Brasileira, com regras mais rígidas para evitar novos atrasos.
A promotora Emeliana Rezende afirmou que a formalização da rede cria fluxos claros de atendimento e facilita o acesso aos serviços. A juíza Ana Lídia Cândido ressaltou que a violência atinge todas as classes sociais, com subnotificação na classe média alta. A delegada Ana Elisa Gomes Martins informou que a delegacia registra cerca de 30 atendimentos diários e que cerca de 30 mil mulheres são acompanhadas por medidas protetivas e mecanismos de segurança no estado.


