O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Tomás Figueiredo Filho, afirmou que a empresa precisa aumentar em seis vezes sua capacidade produtiva para expandir o parque nuclear de 2 GW para 14 GW até 2055.
Tomás Figueiredo Filho informou que empresas globais, como a Westinghouse, demonstram interesse em participar da expansão da produção de combustível nuclear no Brasil. Ele destacou que cada etapa do ciclo do combustível, desde o concentrado de urânio até a fabricação, precisa ser ampliada.
Após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Plano Nacional de Energia 2050 foi apresentado em Washington a 20 líderes corporativos e investidores internacionais. Segundo Figueiredo Filho, a reação foi unânime em buscar formas de contribuir para o projeto.
A INB busca parceiros para investir capital e ampliar a produção nacional de concentrado de urânio, reduzindo a dependência externa. O presidente da empresa ressaltou que as decisões sobre investimento e modelo de negócio devem ocorrer nos próximos 24 meses, abrindo oportunidade para o capital privado capturar valor nos próximos 30 anos.


